Mesmo com o governo Sartori trabalhando contra, Corag registra lucro líquido de R$ 6,1 milhões em 2016

Graças ao trabalho dos servidores, Corag teve lucro em 2016 e vai repassar R$ 3 milhões aos cofres do Estado (Foto: divulgação – 16.12.2016)

Por Jair Stangler, jornalista e servidor da Corag

2016 não foi fácil para os servidores da Corag. A empresa esteve sob na mira do governo Sartori desde o início do ano. Ao longo de todo o ano, os funcionários da empresa buscaram mostrar aos deputados a importância de seu trabalho, que vai desde a publicação do Diário Oficial até a impressão de livros e documentos de segurança, passando pelo gerenciamento eletrônico de documentos, entre outros. Os deputados foram avisados: a Corag sempre deu lucro e pagou dividendos ao Estado. Nunca deu prejuízo, ao contrário do que repetem aqueles que querem seu fim. Nada disso impediu que, em dezembro de 2016, os deputados votassem a favor da extinção da Corag, assim como de outras nove fundações essenciais para o conhecimento e a cultura em nosso Estado.

Mesmo neste cenário extremamente adverso, com o próprio governo jogando contra a empresa, os servidores da Corag continuaram a realizar seu bom trabalho e o resultado é o que foi publicado no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira, 12 de abril: um lucro líquido de R$ 6,1 milhões em 2016.

O valor consta do balanço patrimonial da empresa, que informa ainda que a receita bruta total da Corag em 2016 foi de R$ 52,1 milhões. Estes números revelam uma margem de lucro líquida (relação entre lucro líquido e receita bruta) de 11,7%, fruto da boa saúde financeira da empresa.

Ainda conforme o balanço, a Corag repassará R$ 3 milhões do lucro líquido de 2016 para os cofres do Estado, a título de dividendos. Este valor deverá ser ampliado após a realização do acerto de contas, quando o Estado utiliza o próprio lucro da Corag para saldar os serviços prestados pela empresa aos órgãos da Administração Direta. Esse repasse se soma aos R$ 55 milhões que a empresa havia repassado aos cofres do Estado nos cinco anos anteriores – um dinheiro que o governo pode usar para financiar a saúde, a segurança e a educação do povo gaúcho, suas alegadas prioridades.

Apesar da autorização legislativa para fechar, a Corag e as demais fundações continuam abertas, amparadas por decisões liminares concedidas pela Justiça do Trabalho. Enquanto o governo Sartori tenta sair da enrascada em que ele próprio se meteu, os servidores da Corag mantém em pé esta empresa, de tantos serviços prestados à população gaúcha em 43 anos de história e que, superado este momento de dificuldade, certamente dará sua contribuição para a construção de um futuro melhor para nosso Estado.

 

 

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