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Sindicato dos Metalúrgicos
de São José promove
campanha em defesa do emprego sem redução de direitos
Desde o início do ano, São José dos Campos (SP)
e a região promovem um intenso debate diante de uma proposta
da General Motors que foi recusada, em assembléias, pelos metalúrgicos.
A proposta consistia em condicionar a contratação de
600 temporários à redução de salários
e direitos. 
A direção da GM, juntamente com empresários,
associações comerciais e industriais, vereadores, prefeito,
igreja e imprensa, tem criticado fortemente o Sindicato dos Metalúrgicos
de São José dos Campos e região. Alegam que o
Sindicato “não quer aumentar os empregos da região”
e, para tentar enganar a população, têm divulgado
inverdades e calúnias.
Por isso, o Sindicato, apoiado pelos representantes dos trabalhadores
de base da GM e o Comitê em Defesa do Emprego - Por Redução
da Jornada de Trabalho Sem Redução de Salários,
está promovendo esta campanha, para que, com todo o respeito,
possamos dialogar com a população da nossa cidade e
da região.
Queremos explicar o que há, de fato, por trás dessa
medida da GM. Vamos mostrar que o objetivo desta montadora não
é o de gerar empregos, mas sim aumentar seus lucros, fazer
demissões no médio e longo prazos e reduzir os já
baixos salários dos trabalhadores. Jogo de interesses
Os fatos também mostram que todos aqueles que hoje se aliam
para defender a GM, o fazem também para defender seus interesses.
Afinal, os empresários sabem que, se os trabalhadores da GM
de São José cederem, eles também poderão
rebaixar as condições de vida de todos os trabalhadores
na região e até no país (já que nossa
categoria é uma referência na manutenção
dos direitos).
A Prefeitura local (comandada por Eduardo Cury, do PSDB) também
poderá atacar ainda mais os direitos dos servidores públicos
municipais.
Já os donos das rádios e jornais, que dependem dos anúncios
dos empresários, também estão defendendo seus
interesses e também poderão retirar conquistas de seus
funcionários.
Portanto, o que vemos é, de um lado, os patrões unidos
defendendo seus lucros e, do outro, nós trabalhadores e população
pobre tendo de nos unirmos para defender nossos direitos e lutar por
uma vida digna.
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